Como testar Capacitor com Multímetro

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A figura abaixo mostra os encapsulamentos mais comuns para capacitores e os respectivos símbolos eletrônicos.



O teste sugerido aqui, se aplica a capacitores entre 10nF a 10.000uF. Para valores abaixo de 10nF, o teste pode não ser conclusivo em função da baixa capacitância.

Valores acima de 10.000uF não são comuns. Mas se for necessário testá-los basta fazer uma adaptação ao teste proposto.

Para a realização do teste é necessário um multímetro digital comum com escala de resistência até 20Mohms (ideal 200Mohms) e escala de tensão de 200mV e 2V.

Os testes foram realizados com um multímetro Minipa modelo ET2042A


Cuidados ao manusear capacitores

A seguir algumas dicas de segurança para não levar choque e não danificar o multímetro durante o teste.

Como sabemos, capacitores são componentes que armazenam energia quando estão carregados. Capacitores eletrolíticos acima de alguns uF (microfarads) já podem armazenar energia suficiente para danificar um multímetro ou provocar choque elétrico perigoso.

Capacitores de circuitos de televisão ou fontes chaveadas podem se carregar com tensões muito elevadas da ordem de centenas ou mesmo milhares de volts. Assim é extremamente importante descarregá-los antes de manuseá-los. Para não danificar o capacitor, o ideal é descarregá-lo através de um resistor de baixo valor. Uma sugestão é 100R 2W. Se o capacitor for de baixa voltagem (menos de 35V) e baixa capacitância (menos de 1000uF), poderá ser descarregado colocando os terminais em curto.

Capacitores acima de 35V só devem ser descarregados utilizando o resistor sugerido e tomando o cuidado de não tocar nos terminais do capacitor para não levar choque. Utilize ferramentas adequadas para isto. Lembre-se que um bom capacitor eletrolítico pode permanecer carregado por vários dias.

Depois de descarregado o componente poderá ser manuseado sem problemas.

Os principais problemas apresentados por capacitores são:

  • Fuga elevada ou curto interno
  • Perda da capacitância

A fuga ou curto interno pode acontecer tanto em capacitores de disco ou eletrolíticos.

A perda de capacitância é mais comum em capacitores eletrolíticos, que devido à sua construção, tendem a perder capacitância durante sua vida útil. Esta perda pode ser total e dizemos que o capacitor "secou".

Testando capacitores de disco de 10nF a 1000nF

Para testar o capacitor ele deverá estar inicialmente descarregado. Este teste não permite medir a capacitância do capacitor, mas apenas identificar se ele perdeu a capacitância ou se apresenta curto ou fuga de corrente.

Capacitores de disco normalmente não apresentam polaridade. Mas existem exceções como os capacitores de tântalo. Portanto, antes de testar, verifique se o capacitor tem alguma marcação de polaridade.

O teste será realizado utilizando a escala de resistência do multímetro.

Quanto menor a capacitância maior será a escala de resistência utilizada.

Para capacitância da ordem de 10nF utilizar escala de 20M Ohms (200Mohms se o multímetro permitir).

Para capacitância da ordem de 1000nF (1uF), poderá ser utilizada a escala de 2Mohms.

O teste é realizado em duas fases.Na primeira verificaremos se ele apresenta alguma capacitância e ausência de fuga ou curto e na segunda verificaremos se ele consegue armazenar alguma carga.

Fase 1:

Escolha a maior escala de resistência de seu multímetro.

Conecte as pontas do multímetro aos terminais do capacitor, observando a leitura de resistência e tomando o cuidado de não encostar os dedos (a fuga de corrente pelos seus dedos vai atrapalhar o teste). Se o capacitor apresentar alguma marcação de polaridade, encoste a ponta vermelha no terminal marcado com "+".

Para um capacitor em bom estado, você vai observar a leitura de resistência subindo a partir de 0 até o valor máximo (normalmente indicado pelo numero "1" sozinho à esquerda do visor).

Para capacitâncias baixas a subida da leitura será mais rápida e para capacitâncias maiores, será mais lenta.

Para "calibrar" seu olho, experimente observar o tempo que leva para a leitura subir quando você encosta uma ponta na outra (sem capacitor) e depois desencosta. Ao repetir o teste com o capacitor, o tempo de subida deverá ser maior que o observado no teste sem capacitor.

Se for necessário repetir o teste lembre-se que é necessário descarregar novamente o capacitor.

Fase 2:

A fase 2 é realizada imediatamente após a fase 1 sem descarregar o capacitor.

Após a conclusão da fase 1, rapidamente comute a escala do multímetro para leitura de tensão DC de 2V e verifique se existe alguma tensão residual no capacitor. A tensão lida vai cair de centenas de milivolts até cerca de 0V em alguns segundos (cerca de 2 seg para 10nF e cerca de 30seg para 1000nF).


Testando capacitores Eletrolíticos

Para testar o capacitor ele deverá estar inicialmente descarregado. Este teste não permite medir a capacitância do capacitor, mas apenas identificar se ele perdeu a capacitância ou se apresenta curto ou fuga de corrente.

Capacitores eletrolíticos normalmente são polarizados, com exceção dos bipolares.

O teste será realizado utilizando a escala de resistência do multímetro.

Quanto menor a capacitância maior será a escala de resistência utilizada.

Para capacitância da ordem de 1uF utilizar escala de 2M Ohms.

Para capacitância da ordem de 1000uF utilizar escala de 20K.

O teste é realizado em duas fases.Na primeira verificaremos se ele apresenta alguma capacitância e ausência de fuga ou curto e na segunda verificaremos se ele consegue armazenar alguma carga.

Fase 1:

Escolha a escala de resistência conforme sugestão acima.

Conecte a ponta vermelha do multímetro aos terminal positivo e a preta ao terminal negativo do capacitor, observando a leitura de resistência e tomando o cuidado de não encostar os dedos (a fuga de corrente pelos seus dedos vai atrapalhar o teste). Lembre-se que capacitor bipolar não tem polarização.

Para um capacitor em bom estado, você vai observar a leitura de resistência subindo a partir de 0 até o valor máximo (normalmente indicado pelo numero "1" sozinho à esquerda do visor).

Para capacitâncias baixas a subida da leitura será mais rápida e para capacitâncias maiores, será mais lenta.

Para "calibrar" seu olho, experimente observar o tempo que leva para a leitura subir quando você encosta uma ponta na outra (sem capacitor) e depois desencosta. Ao repetir o teste com o capacitor, o tempo de subida deverá ser maior que o observado no teste sem capacitor.

Se for necessário repetir o teste lembre-se que é necessário descarregar novamente o capacitor.

Se a leitura parar de subir antes de chegar ao máximo ("1" isolado à esquerda no visor) é possível que o capacitor esteja com fuga. Capacitores eletrolíticos novos guardados a muito tempo, podem apresentar uma fuga inicial quando são utilizados pela primeira vez. Depois esta fuga normalmente desaparece. Se na escala até 2M a leitura chegar ao máximo, o capacitor está com comportamento normal.

Fase 2:

A fase 2 é realizada imediatamente após a fase 1 sem descarregar o capacitor.

Após a conclusão da fase 1, rapidamente comute a escala do multímetro para leitura de tensão DC de 2V e verifique se existe alguma tensão residual no capacitor. A tensão lida vai cair de centenas de milivolts até cerca de 0V em alguns segundos (cerca de 5 seg para 1uF e cerca de 30seg para 1000nF).


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